Se falo com propriedade ou não sobre o tema a seguir eu não sei, só sei que pelas muitas informações que busco como forma de encontrar uma explicação para o fenômeno da corrupção como marca já registrada de nosso país, nosso governo e também de nosso povo (sem generalizar), tenho que chamar a atenção para o fato de que a origem da corrupção extrapola os limites de nossa própria história. É certo observarmos que durante um longo período de nossa colonização, Portugal se viu forçado a ter que enviar mão de obra para o Brasil a fim de não ficar para trás na conquista da terras e suas riquezas. Terra esta que mais tarde seriam divida em capitanias hereditárias e posteriormente em estados.
Apontam os registros que houve épocas em que muitos presos, condenados à prisão perpétua por seus crimes e corrupções em Portugal, tenham recebido indulto à uma liberdade condicional se viesse para o Brasil para desbravar, descobrir ouro e pedra preciosas à serviço de Portugal. Em troca, poderiam ter escravos, terras, gado e poder. Assim começa a se desenhar e formar as nossas primeiras estruturas feudais de poder.
Ora! Se as principais e primeiras estruturas de poder econômico e político do país tinham uma má formação genética moral, há de se supor que esta raiz gerasse toda uma descendência trazendo o mesmo desvio genético moral.
Nossa raça, nosso povo (Sinto muito em dizer isso), tem o GEN da desonestidade e do jeitinho (corrupção disfarçada). Nossa carga genética nos impulsiona a gostar das facilidades, de levar vantagem em tudo, de roubar no jogo, de furar a fila, de não pagar imposto (temos que rever isso 50% é muito), de pedir ao amigo do fórum para colocar o seu processo na frente, de colar para levar vantagem no concurso público, de subornar o guarda rodoviário para não multar seu carro, de oferecer um por fora para que seu orçamento seja aprovado no órgão público, de tentar se eleger na política já pensando em se dar bem; de comprar produtos de procedência duvidosa (podem ser roubados, mas tá barato vou aproveitar), de fazer aquele gato na eletricidade, ou na tv a cabo; de saltar pela traseira do coletivo, dá uma gorjeta para passar na prova da carteira de motorista e muitas coisas mais. Na realidade, nossa natureza interior adora o fato de levar vantagens. Esta é a nossa tendência é genética, e nós temos de aceitar isso se quisermos mudar. Nós temos a obrigação de encarar de frente essa realidade em nós, como nação e descobrir sem medo, que realmente nossa origem não é boa, mas que podemos mudar o fim da nossa história através de nossa educação moral e da educação moral das próximas gerações dos nossos filhos e netos.
Na medida que deixarmos nossas ações falarem mais que nossas palavras para nossos filhos, deixaremos para eles um legado. Eu, por exemplo, me orgulho muito do pai que tive, e que posso dizer sem medo de errar: HONESTO. Pobre, mas extremamente honesto. Esse foi o legado que ele deixou para mim. Na medida que nossos filhos nos veem fazendo o que é moralmente errado, nós os corrompemos e eles passam a achar isso também normal. De igual forma, eles ensinarão estas mesmas práticas e corrupção aos seus filhos, que vão cada vez mais se degenerando de geração em geração, a menos que um outro processo educacional moral diferente se interponha forçando-os a um novo direcionamento.
Isso é evidente quando observamos centenas de histórias familiares do passado e do presente. A educação moral é o único instrumento capaz de trazer o conhecimento que liberta e transforma. As famílias perderam o seu foco de existência que era centrado na preservação e na melhoria da espécie ( meu filho precisa ser bem melhor que eu ) para a busca incessante e individualizada de pai e mãe pelo "ter", "ser" e "estar" egocentrado. O esquecimento dos filhos ou a sua entrega a terceiro, jogos, TVs, brinquedos em detrimento de um relacionamento instrutor e direcionador, com vivências e aventuras, pautada no exemplo sadio e moral do dia a dia, feito diariamente e diretamente pelos pais, levaram a uma geração moralmente instável, despreparados para a vida, improdutivos e alienados (retrato da sociedade classe média atual).
A educação moral familiar pautada na palavra e no exemplo, Isso sim, educa, direciona e expurga a péssima carga genética que trazemos em nós. Só assim, teremos como nação, esperança de um dia sermos bem mais que um simples "povinho" latino-americano, corrupto e que gosta muito de carnaval, praia cerveja.
Jose Luiz Cruz - 23/02/2016

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